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Due Diligence

Due diligence contábil e fiscal

Antes de fechar a compra ou o investimento, você precisa saber se os números da empresa refletem sua realidade e quais riscos tributários podem se transferir ao novo dono.

Em uma linha

O due diligence contábil e fiscal analisa demonstrações contábeis, dívida tributária e contingências fiscais. Complementa o due diligence jurídico, que revisa a estrutura societária e os contratos; ambos se coordenam entre si para dar uma visão completa.

Primeiros passos

A análise contábil

A revisão contábil avalia se as demonstrações refletem razoavelmente a situação patrimonial: composição do ativo e do passivo, qualidade dos créditos, estoques, provisões e dívida financeira. Interessam especialmente a dívida líquida e o capital de giro, pois costumam ser a base dos ajustes de preço no fechamento.

Também se busca a normalização de resultados: identificar receitas ou despesas extraordinárias, operações com partes relacionadas e itens que distorcem a rentabilidade recorrente do negócio. Esse resultado ajustado é o que, em geral, se toma como referência de valor.

A análise fiscal

No plano tributário, revisam-se as declarações apresentadas, a existência de dívida com os fiscos nacional, provinciais e municipais, planos de pagamento vigentes, retenções e antecipações, e o cumprimento do imposto sobre a receita bruta e demais tributos. Detectam-se contingências por critérios discutíveis ou fiscalizações em curso.

Quando a operação inclui uma reorganização, verifica-se seu enquadramento no regime do art. 80 da Lei do Imposto de Renda, para preservar o tratamento isento de impostos e a transferência de atributos. Um achado fiscal relevante se reflete no preço, em garantias específicas ou em retenções sobre parte do pagamento.

Erros frequentes

Perguntas frequentes

Qual a diferença em relação ao due diligence jurídico?
O due diligence contábil e fiscal analisa os números e a posição tributária da empresa; o jurídico revisa a estrutura societária, os contratos e os litígios. Ambos são realizados de forma coordenada para dar uma visão integral do risco.
Por que importam a dívida líquida e o capital de giro?
Porque costumam ser a base dos ajustes de preço no fechamento. Medi-los com precisão evita discussões posteriores e define quanto o comprador realmente paga em relação ao valor da empresa acordado.
As dívidas fiscais passam ao comprador?
Em uma compra de ações, adquire-se a sociedade com seu passivo, incluídas contingências tributárias. Por isso, são levantadas no due diligence e cobertas com declarações e garantias, indenidades ou retenções sobre o preço.
Esta página é informativa e não substitui o aconselhamento profissional sobre o seu caso concreto. Não implica promessa de resultados.

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